Cibercultura e sua ligação ao Filme Matrix Reloaded

No fim de Matrix, Neo (Keanu Reeves) consegue enxergar o verdadeiro mundo virtual – uma combinação esverdeada de complexos códigos binários -, derrota os inimigos em combate e finalmente liberta a sua mente de modo pleno. Mas quando discursa triunfante, “não estou dizendo como o filme termina, mas como começa”, o Predestinado sela não apenas a sua própria sorte, mas também o destino da obra como um todo.
E buscando dessa pequena observação podemos explicar que a Cibercultura é uma obra destinada não somente aos que conhecem o universo do Ciberespaço, mas também para quem pretende conhecer. Quando se fala em cidadania,Pierre Lévy afirma que é preciso usar o virtual para habitar melhor o território real. Com a exploração das potencialidades do Ciberespaço o indivíduo pode se organizar sozinho ou em grupo para articular assuntos que dizem respeito a diversos temas sociais, podendo desse modo, ser agente ativo nas decisões que são de interesse público, ajudando assim a descentralizar a informação. Quando diz que nenhum governo ou empresa previu o desenvolvimento das tecnologias informáticas e da Internet, resultante do espírito de visionários movidos pela “efervescência de movimentos sociais e de práticas de base”; tal otimismo pode ser compreendido, considerando os interlocutores a quem ele tenta dar respostas. Pois não se trata aqui de avaliar os efeitos da exclusão do mundo da cibercultura. Eles existem, diz, mas a Internet tampouco é a promessa de solução mágica de todos os problemas culturais e sociais do planeta. O intelorável seria negar o crescimento da cibercultura e seu caráter vanguardista, fruto de um “movimento internacional de jovens ávidos por experimentar novas formas de comunicação”. É nesse movimento, e não no comércio eletrônico, nos “portais” criados por provedores de acesso e conteúdo, nos mecanismos de regulação da Internet, que está a essência da cibercultura para o autor. O intelorável seria negar o crescimento da cibercultura e seu caráter vanguardista, fruto de um “movimento internacional de jovens ávidos por experimentar novas formas de comunicação”. É nesse movimento, e não no comércio eletrônico, nos “portais” criados por provedores de acesso e conteúdo, nos mecanismos de regulação da Internet, que está a essência da cibercultura para o autor.

Texto escrito por Ana Carolina e Caio César

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